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segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Longe dos Holofotes: parte III


A rubrica "Longe dos Holofotes" está de volta com a terceira parte (pode ver a primeira aqui e a segunda aqui). O terceiro capítulo apresenta Claudemir, Rui Duarte e Rafael Miranda. Em comum têm o facto de serem imprescindíveis para os seus treinadores, mas quase invisíveis para a imprensa e para o comum adepto.

O brasileiro Claudemir tem 28 anos e é o chamado "pau para toda a obra" do Nacional, variando entre defesa-direito (ou até esquerdo), médio centro e médio direito. Apesar das constantes mudanças, Claudemir mantém o seu nível exibicional, com a raça e qualidade que vem demonstrando desde que chegou. Bom a atacar mas ainda melhor a defender, o brasileiro formado no Vasco da Gama não deverá, devido à idade, conseguir dar um passo em frente na carreira. Em Portugal, um jogador da sua idade já não dará lucro a um clube de maior nomeada e por isso esses clubes acabam por não apostar neste tipo de contratações. É pena, porque a qualidade de Claudemir merece outros vôos (sem desprimor pelo Nacional). Sendo assim, o defesa/médio vai continuar no Funchal a mostrar a sua qualidade, algo que agradará a Manuel Machado e aos adeptos do clube madeirense.


Um português que não dá nas vistas, mas que é importantíssimo para o seu clube é Rui Duarte. O médio do Olhanense é dos poucos médios-ofensivos portugueses com qualidade no nosso campeonato, mas o reconhecimento tarda em chegar. Com uma qualidade de passe e visão de jogo invejáveis, para além da especialidade em bolas paradas, Rui Duarte foi obrigado também, por via dos clubes por onde passou, a defender mais do que atacar. Talvez por isso, a qualidade que tem para atacar acaba por não se tornar tão evidente. Mas atenção! Quando tem a bola nos pés e a entrega a um colega, esta sai "redondinha", pronta a criar estragos. Perto do fim da carreira, o médio de 34 anos deve terminá-la onde começou (em Olhão). Será considerado como um dos ícones da história do clube algarvio, com certeza. A presença num grande, numa fase anterior da carreira, teria sido pedir muito?


Por último chega mais um jogador de 28 anos que atua num clube madeirense: Rafael Miranda. O médio-defensivo do Marítimo é uma peça fundamental da equipa de Pedro Martins desde que chegou. Formado no Atlético Mineiro, passou ainda pelo Atlético Paranaense antes de chegar a Portugal. Para além do posicionamento, tem nas transições e na facilidade de desarme as suas grandes armas. Mais uma vez devido à idade, Rafael não deve conseguir chegar a outro patamar (um clube grande, por exemplo). Mas sem dúvida que seria útil. Tem tudo para se tornar numa das figuras da história maritimista e o reconhecimento do seu trabalho e esforço não deverá tardar. Pelo menos no Marítimo não tardou.

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