Özil! Mas não só...


Afirmar que a contratação de Özil revolucionou o Arsenal de Wenger pode não estar longe da verdade, mas não é uma verdade absoluta. Afirmar que a contratação de Özil contribuiu em larga escala para o sucesso de início de época dos Gunners já é uma verdade absoluta. Mas engane-se quem julga que Özil é um Deus no meio de comuns mortais que é o plantel do Arsenal.

Confesso-me desde já como adepto do Arsenal. Daí que no texto possam ver-me exagerar por vezes. Lembro-me de acompanhar em miúdo o Arsenal de Henry, Vieira, Bergkamp e uns tantos outros franceses, suecos e ingleses à mistura. Tempos em que a braçadeira de capitão do Arsenal ainda se elevava para erguer troféus. Outros tempos...

Mas o que mais me cativava era mesmo o toque de bola. Por entre 1001 passes, lá surgia um toque de génio a dar golo. E isso foi algo que Wenger procurou nunca perder. Por muito que os títulos escasseassem, quem quisesse ir ver futebol espetáculo às ilhas britânicas, devia reservar lugar no Emirates (ou em Highbury). Esta época a história parece querer escrever-se de outra maneira. Ou melhor, da mesma maneira, mas com um final feliz.

Ainda com os mesmos problemas defensivos, onde apenas Vermaelen em forma e Gibbs estão ao nível de uma defesa de campeão (e esse pode vir-se a revelar um fator chave), é do meio-campo para a frente que o Arsenal mais evidencia a sua qualidade. Depois de muito prometer, parece ter chegado a hora de Aaron Ramsey. O galês que entre lesões, ia apresentando um futebol em nada condizente com o seu potencial, parece querer finalmente explodir e entrar para a montra dos melhores médios europeus. Habitualmente faz um duplo pivot de meio-campo com o inglês Wilshere. Mais um médio de enorme qualidade que, se conseguir manter-se afastado da enfermaria, dará um grande toque de classe a esta equipa. O "menino bonito de Wenger" - Flamini - e Arteta são opções de recurso, com o eterno lesionado Diaby e Frimpong num nível mais abaixo. O ponta-de-lança Giroud prepara-se para fazer uma época ao seu nível, contribuindo com golos e assistências, mas é no apoio ao ponta-de-lança que está a grande virtude dos Gunners. O talento de Özil (uma das grandes, senão a maior compra do mercado de verão por toda a Europa) será um elemento-chave, pois dá à equipa aquilo que muitas vezes faltava: o último passe. A experiência e criatividade de Rosicky e Cazorla, que permitem ainda uma grande movimentação, a velocidade de Walcott e o oportunismo de Podolski serão também muito importantes.

As habituais lesões podem definir a diferença entre o sucesso e o insucesso (o jovem Oxlade-Chamberlain já é carta fora do baralho) deste Arsenal. Se conseguir manter as suas principais estrelas saudáveis, Àrsene Wenger pode muito bem voltar aos títulos que há tanto tempo fogem do lendário clube londrino.
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Uma razão para fazer fãs de FIFA e belgas sorrir?

Os belgas começam a afirmar-se como uma das novas potencias(pelo menos teoricamente), um plantel sénior batante bom e bastantes jovens promissores. Surge agora mais um novo craque, craque de FIFA que faz as delicias dos fãs no modo carreira, Zakaria Bakkali(PSV), e craque na real life que faz as delicias dos grandes clubes e respectivos treinadores, o mesmo Zakaria Bakkali.

Com uma grande habilidade, facilidade de drible em espaço curto, controlo de bola, velocidade e imprevisibilidade, o belga desfaz as defesas a partir dos corredores. Bakkali é neste momento uma das grandes esperanças da atualidade, com potencial para ser estrela no FIFA mais facilmente que na vida real, é certo, mas com chances de o ser na real life também, muito depende dele.

Ah, tem 17 anos....

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Outras coisas

Até o mais perturbado adepto de futebol vai encontrar um ponto de interesse neste video... e isto sem ter meninas nuas!

 
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O Renault 5 do meu avô


O meu avô tinha um Renault 5. Belo carro quando o comprou, mas já uma "bela merda" quando tive a oportunidade de usufruir dele. Sei, por histórias que me contavam, que à altura que o meu avô comprou o tal veículo, aquilo era coisa rara e motivo de inveja por parte da pequena terra onde ele vivia. Nos dias em que o meu avô ficava incutido de me ir levar/buscar aos treinos, era motivo de chacota.
Aliás, o carro até podia andar bem para a altura dele, mas no fim dos anos 90 (quando eu lá andava) ora ouvia o meu avô cuidadosamente, enquanto acariciava o carro, dizer-lhe "anda, vá lá, por favor...", ora o ouvia a altos berros "anda caralho, puta que pariu esta merda!".

Esse carro faz-me lembrar a seleção nacional que temos hoje em dia. Outrora uma máquina, hoje em dia um chasso com a mania de que ainda está ao nível das outras máquinas que entretanto foram evoluindo. E quando falha (e nos dias de hoje falha muitas vezes) o adepto tanto acaricia (enche estádios e aplaude o Patrício mesmo na defesa mais básica depois daquilo que fez com Israel), como logo a seguir está a assobiar quando a equipa faz exatamente a mesma coisa.

Lembro-me ainda de perguntar ao meu avô o porquê de ele continuar a insistir sempre na mesma coisa e não mudar de carro. Dizia ele que não havia dinheiro para um carro novo. E eu insistia: "Porque não o levas ao mecânico! Não era mais fácil o mecânico ver o que estava mal e substituir por peças novas?" Ao que ele retorquía: "Mas se com estas peças o carro sempre andou, porque é que eu haveria de mudar?" Eu achava sempre esta resposta incompleta, ao estilo do: "Porquê? - Porque sim!", mas se continuasse a perguntar, a resposta ia continuar a ser a mesma. Vejo-me hoje, 10/15 anos volvidos, na mesma situação. Basta-me para isso olhar para a televisão de mês a mês e ver sempre os mesmos bonecos, de um lado para o outro em grande esforço (às vezes nem isso) sem conseguir, ainda assim, fazer funcionar o motor e pôr o carro a andar.

Felizmente, o Renault 5 do meu avô não andava a Serenos, Hugos Almeidas e Rubens Micaeis e por isso ainda aguentou uns tempos mesmo com más peças. Mas, vim eu a saber, que há umas semanas acabou mesmo por ir parar à sucata...
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Domingo sem futebol....

Sofá só para mim...

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