sábado, 19 de outubro de 2013

Özil! Mas não só...


Afirmar que a contratação de Özil revolucionou o Arsenal de Wenger pode não estar longe da verdade, mas não é uma verdade absoluta. Afirmar que a contratação de Özil contribuiu em larga escala para o sucesso de início de época dos Gunners já é uma verdade absoluta. Mas engane-se quem julga que Özil é um Deus no meio de comuns mortais que é o plantel do Arsenal.

Confesso-me desde já como adepto do Arsenal. Daí que no texto possam ver-me exagerar por vezes. Lembro-me de acompanhar em miúdo o Arsenal de Henry, Vieira, Bergkamp e uns tantos outros franceses, suecos e ingleses à mistura. Tempos em que a braçadeira de capitão do Arsenal ainda se elevava para erguer troféus. Outros tempos...

Mas o que mais me cativava era mesmo o toque de bola. Por entre 1001 passes, lá surgia um toque de génio a dar golo. E isso foi algo que Wenger procurou nunca perder. Por muito que os títulos escasseassem, quem quisesse ir ver futebol espetáculo às ilhas britânicas, devia reservar lugar no Emirates (ou em Highbury). Esta época a história parece querer escrever-se de outra maneira. Ou melhor, da mesma maneira, mas com um final feliz.

Ainda com os mesmos problemas defensivos, onde apenas Vermaelen em forma e Gibbs estão ao nível de uma defesa de campeão (e esse pode vir-se a revelar um fator chave), é do meio-campo para a frente que o Arsenal mais evidencia a sua qualidade. Depois de muito prometer, parece ter chegado a hora de Aaron Ramsey. O galês que entre lesões, ia apresentando um futebol em nada condizente com o seu potencial, parece querer finalmente explodir e entrar para a montra dos melhores médios europeus. Habitualmente faz um duplo pivot de meio-campo com o inglês Wilshere. Mais um médio de enorme qualidade que, se conseguir manter-se afastado da enfermaria, dará um grande toque de classe a esta equipa. O "menino bonito de Wenger" - Flamini - e Arteta são opções de recurso, com o eterno lesionado Diaby e Frimpong num nível mais abaixo. O ponta-de-lança Giroud prepara-se para fazer uma época ao seu nível, contribuindo com golos e assistências, mas é no apoio ao ponta-de-lança que está a grande virtude dos Gunners. O talento de Özil (uma das grandes, senão a maior compra do mercado de verão por toda a Europa) será um elemento-chave, pois dá à equipa aquilo que muitas vezes faltava: o último passe. A experiência e criatividade de Rosicky e Cazorla, que permitem ainda uma grande movimentação, a velocidade de Walcott e o oportunismo de Podolski serão também muito importantes.

As habituais lesões podem definir a diferença entre o sucesso e o insucesso (o jovem Oxlade-Chamberlain já é carta fora do baralho) deste Arsenal. Se conseguir manter as suas principais estrelas saudáveis, Àrsene Wenger pode muito bem voltar aos títulos que há tanto tempo fogem do lendário clube londrino.

3 comentário(s):

Gongas R disse...

arsenal tem muitos fans por todo o mundo pelo futebol tbm e ainda hoje com o norwich jogaram muito, grandes jogadas, futebol cheio de perfume mas tenho medo que em momentos de aperto mais à frente caiam porque têm algumas lacunas e azares com lesões, mas quando a equipa esta como esta e com varias ausências(cazorla so voltou hoje) so se pode sonhar...

20 de outubro de 2013 às 02:04
Gabriel JP disse...

Grande artigo.
ARSENAAAAAAAL! :D

20 de outubro de 2013 às 12:22
Emanuel Ribeiro disse...

O Özil não faz uma equipa, mas neste caso ajuda e muito! Pode ser que este seja o ano dos Gunners... Apostas desportivas na betclic feitas ;)

20 de outubro de 2013 às 18:24

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