Tudo igual depois do clássico (com vídeo)
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O jogo começou praticamente com o golo portista. Livre de Moutinho, com Mangala a cabecear para o fundo das redes. Estavam decorridos 8 minutos de jogo. Mas o Benfica nem deu tempo aos dragões para festejar. Numa jogada "às três tabelas" depois de cruzamento de Melgarejo, Cardozo desviou, Jardel assistiu e Matic fuzilou. Que grande golo do sérvio. Mas mais uma vez houve pouco tempo para uma equipa festejar. Aos 15 minutos, Artur brincou com o fogo e acabou por se queimar. Jackson roubou-lhe a bola e foi fazer o golo. Os dragões estavam na frente outra vez, mas mais uma vez por pouco tempo. 17 minutos de jogo, Salvio e Maxi combinam na direita, o argentino cruza. Helton e Otamendi não conseguem afastar e Gaitán faz um remate poderoso. 2-2 e um clássico fantástico.
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A segunda-parte não trouxe nada de novo em relação à primeira. Muita luta a meio-campo e muitas perdas de bola, a notar-se também já alguma fadiga. De destacar no segundo tempo a melhor oportunidade, que pertenceu aos encarnados. Gaitán isolou Cardozo e o paraguaio atirou para a defesa de noite. O esférico ainda encontrou o poste. Final do jogo com o resultado a espelhar aquilo que foi o jogo: muito equilíbrio e um belo espetáculo. O Benfica sai assim na frente, com mais 3 pontos, sendo que o Porto tem menos um jogo.
Destaques
Benfica:
Artur: sem grande trabalho durante a partida, "borrou a pintura" ao oferecer o golo a Jackson Martinez.
Maxi/Melgarejo: Melgarejo esteve relativamente seguro e pouco atacou. Já do outro lado, Maxi tentou chegar-se à frente algumas vezes, mas acabou por defender mal. Terá sido mais o estatuto e não tanto a forma que fez com que Maxi fosse titular. Atenção que André Almeida está à espreita...
Jardel/Garay: não cometeram erros e, à exceção do primeiro golo, conseguiram sempre afastar o perigo. Nem se deu pela falta de Luisão.
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Salvio/Gaitán: os dois argentinos fizeram um bom jogo, sem deslumbrar. Ambos tiveram grande participação no segundo golo e tentaram levar a equipa para a frente. Nico ainda isolou Cardozo, mas o ponta-de-lança falhou.
Lima/Cardozo: o brasileiro esteve desaparecido do jogo, muito bem guardado por Fernando. Cardozo também não esteve no melhor dos dias, mas esteve presente no primeiro golo e falhou a grande oportunidade da segunda-parte, permitindo a defesa de Hélton.
Carlos Martins/Aimar/John: regressado à competição, Martins trouxe qualidade de passe, mas menor capacidade para defender que Enzo. Aimar tentou trazer a equipa para a frente mas foi ineficaz. Já Ola John teve pouco tempo para se mostrar.
FC Porto:
Hélton: uma excelente defesa e culpas no golo de Gaitán. Não foi o melhor jogo do guardião, mas exibiu-se a melhor nível que Artur.
Danilo/Alex Sandro: o lateral-direito esteve pouco em jogo, mas quando apareceu esteve bem, apesar de alguma dificuldade para parar Gaitán. Alex Sandro esteve melhor. Bem a defender e a sair rápido para atacar. Quase não perdeu um duelo e foi dos melhores.
Otamendi/Mangala: se de um lado não se notou a ausência de Luisão, do outro também não se notou a de Maicon. Otamendi esteve mal ao não conseguir afastar a bola no golo de Gaitán, mas esteve bem no restante. Mangala parecia estar em todo o lado na defensiva portista. Excelente exibição, com um golo.
Fernando/Moutinho/Lucho: o brasileiro esteve, como sempre, em foco pela maneira como equilibra a equipa e recupera bolas. Moutinho esteve bem tapado na primeira-parte, mas conseguiu "soltar o génio" no livre que dá o primeiro golo. Na segunda-parte esteve mais solto, mas notou-se alguma fadiga. Lucho esteve abaixo do habitual. Teve pouco a bola, principalmente porque o Porto atacava pelo lado esquerdo preferencialmente.
Defour/Varela/Jackson: Defour começou, supostamente, a extremo-direito. Mas o que se viu foi um belga a deambular por todo o lado. Fez um bom jogo mas saiu esgotado. Varela correu e tentou algumas desmarcações, sem sucesso. Jackson ajudou cá atrás e apoiou na construção, mas os centrais contrários não deixaram o colombiano ser letal onde costuma ser: na área. Ainda assim, tem mérito ao provocar o erro de Artur e a fazer o 1-2.
Izmaylov/Abdoulaye/Castro: pouco mostraram os três, principalmente por terem entrado numa fase em que pouco se jogava e onde o Porto procurava manter o resultado. Nota para a estreia do russo.
Resumo da Partida:







4 comentário(s):
E nao se fala do Joao ferreira???
14 de janeiro de 2013 às 00:49Foi o homem do jogo! :)
E nao se fala do Joao ferreira???
14 de janeiro de 2013 às 00:49Foi o homem do jogo! :)
Gostava que me dissesses porquê meu amigo. O jogo teve um critério MUITO largo caso contrário o Maxi e o Matic teriam sido expulsos, é certo. Mas também é certo que um dois do Porto teriam ido pelo mesmo caminho. Porque o Porto fez muitas faltas e viu UM cartão amarelo. UM ! Os critérios têm que ser iguais para os dois lados e se os azuis podiam dar cacetada sem levar cartão, os vermelhos também podiam.
14 de janeiro de 2013 às 00:53muito bem respondido e concordo com tudo, nao se pode criticar um arbitro por ter um critério largo para uma equipa e por nao o ter para a outra
14 de janeiro de 2013 às 22:00e se é verdade que se o matic devia ter visto o 2º amarelo, entao o amarelo ao moutinho ja devia ser o 2º ou até o 3º(que nao existe, claro)
quanto ao lance do maxi acho que é discutivel, com o criterio tao largo acho que era exagerado expulsar um jogador depois de tanta cacetada por parte das 2 equipas
eu acho que foi um bom jogo das 3 equipas
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