A Revolução Francesa
Depois da Geração de Ouro do futebol gaulês, surge agora uma nova geração de jovens jogadores pronta a voltar a pôr a França no topo do futebol. Conseguirão ser bem sucedidos?
Já mais de uma década passou desde a última conquista francesa. O Euro 2000 teve uma seleção francesa de qualidade, embalada pela vitória no Mundial que eles próprios organizaram em '98. Uma seleção onde Zidane e Henry eram expoentes máximos de um futebol de classe, acima de tudo. Mas outros se destacavam. Quem não se lembra de Barthez, Blanc, Desailly, Thuram, Vieira, Pires, Petit, Makélélé ou David Trezeguet, sem esquecer o atual selecionador Didier Deschamps. Eram, sem dúvida, momentos de puro entretenimento aqueles que os franceses traziam para o campo.
Mas depois desses tempos, a idade começou a pesar e só em 2006 os franceses estiveram perto de um título, perdendo na final do Mundial com a Itália. A partir daí, duas eliminações seguidas em fases de grupos e uma contestação enorme. Em 2012, os franceses chegaram aos quartos-de-final, mas a prestação não agradou. Agora, no grupo de apuramento para o Campeonato do Mundo de 2014, os gauleses vão fazendo pela vida, empatados no primeiro lugar com "nuestros hermanos", tendo já conseguido uma preciosa igualdade em Espanha.
A nova geração do futebol francês conta com jovens carregados de qualidade, aliados a um ou outro "veterano". Na defesa Hugo Lloris é o titularíssimo (e capitão). Depois de um mau início no Tottenham, o guardião já é dono das redes do clube de Londres, o que certamente agrada a Deschamps. À frente de Lloris surge uma das surpresas do último europeu: Mathieu Debuchy, que se apresenta à direita, com Patrice Evra à esquerda, e Sakho e Koscielny a formarem a dupla de centrais. Yanga-Mbiwa, Adil Rami e Jallet são também jogadores com alguma utilização.
No meio-campo, três médios procuram fazer chegar a bola a terrenos mais avançados. Matuidi, Capoué e Cabaye são normalmente as escolhas, mas muitos outros conseguem entrar facilmente no onze. Mavuba, Diaby, Gonalons, M'Vila e Moussa Sissoko são jogadores que facilmente substituem os três titulares.
Na frente surgem as maiores estrelas. Ribéry e Benzema são as principais figuras da "nova" França, jogando ambos habitualmente na ala, mas sempre descaindo para o meio. O ponta-de-lança é Giroud. Outros jogadores como Valbuena, Ménez e Gomis são também opções sempre importantes para o selecionador francês.
Conseguirá esta geração de talentos igualar a de '98 e 2000? E conseguirá a seleção francesa incluir jovens muito promissores que começam a aparecer agora no mundo do futebol, na sua equipa prinipal (jogadores como Aréola, Varane, Mangala, Nego, Coquelin, Fofana, Pogba, Griezmann, Gueye, Kakuta, Lacazzette, Sanogo e Mbaye Niang )?



1 comentário(s):
Na minha opinião não irá haver igual àquela geração francesa de '98. Mesmo estes jovens promissores que estão a aparecer agora não vão ter a mesma qualidade.
22 de janeiro de 2013 às 20:44Enviar um comentário