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segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

A questão da Bola de Ouro


Hoje foi um dos dias mais importantes no calendário futebolístico internacional. 7 de Janeiro de 2013 marca o dia em que foi entregue a Bola de Ouro, ou seja, o prémio que define o melhor jogador do Mundo. Os candidatos eram três nomes fortes : primeiro, o argentino Leo Messi que já há 3 anos seguidos que conquista o galardão, depois o seu companheiro de equipa e campeão europeu Andrés Iniesta e, por fim, o português Cristiano Ronaldo.


Esperava-se uma eleição renhida e cheia de indefinição muito pela qualidade dos nomeados mas também pelo facto de esta ser vista como a grande oportunidade de Cristiano finalmente superar Messi. A cerimónia decorreu normalmente e a antecipação em torno de quem seria o vencedor aumentou ainda mais quando Cannavaro trouxe o envelope dourado na mão. O envelope foi aberto e eis que as dúvidas se dissiparam : o nome de Messi foi dito mais uma vez e o craque argentino foi galardoado com a Bola de Ouro pela 4ª vez consecutiva.

Em Portugal gerou-se um clima de controvérsia. Por todas as redes sociais surgiram duras críticas (algumas sem qualquer tipo de fundamento lógico) a esta eleição. Muitos queixavam-se do sistema de votos da FIFA, exigindo antes um comité que tratasse desta eleição ao invés de dar permissão a, por exemplo, jornalistas para votarem no melhor do Mundo. Outros queixavam-se da injustiça do 2º lugar de Ronaldo pela grande época realizada pelo português que culminou com a conquista da Liga Espanhola (onde apontou muito perto de cinquenta golos), com as meias-finais da Liga dos Campeões e com a mesma fase no Campeonato da Europa.

A questão fica no ar : terá esta eleição sido injusta ? Deixemos as teorias da conspiração de lado em conjunto com a mania de que todos nos invejam e todos estão contra Portugal e discutamos futebol. Na minha perspectiva a eleição foi justa e teria sido justa na mesma se tivessem sido Cristiano Ronaldo ou Andrés Iniesta os vencedores. Os 3 atletas fizeram por merecer este galardão, seja através de golos (Messi), através de títulos e de muitos golos decisivos (Cristiano Ronaldo) ou simplesmente através de títulos e de uma grande influência nos mesmos (Iniesta). Um factor comum e inegável entre os nomeados é o seu enorme talento. Ainda que sejam jogadores distintos, de posições distintas e com funções distintas, são 3 atletas uns furos acima do resto da competição (com excepção feita talvez a nomes como Ibrahimovic pelo seu talento ou a Falcao pela sua extraordinária veia goleadora).

Esta foi uma eleição marcada pela polémica que, na minha visão, é desnecessária. Citando Ronaldo : "A vida continua depois da Bola de Ouro". É isso mesmo. Este prémio não fará do madeirense um pior jogador e, certamente, só lhe dará mais força para vencer. Sejamos apenas justos e observadores imparciais e reconheçamos mérito ao astro argentino. Parabéns aos 3 e um grande obrigado pelo belo futebol com que nos têm vindo a presentear ao longo do ano !

5 comentário(s):

Jotas disse...

Ora aí está alguém que disse o que era preciso. A única injustiça aqui é a impossibilidade de ganharem os 3, porque qualquer que levasse a Bola de Ouro para casa, fazia-o com o mérito. Talvez a maior frustração dos fãs de Ronaldo (e eu sou um deles) é mesmo pensar que por muito que Cristiano faça, há sempre um pequeno "extraterrestre" pronto a fazer igual ou melhor.

Parabéns, grande artigo!

8 de janeiro de 2013 às 00:01
Nuno disse...

Eu para poder dizer se esta eleição foi ou não justa precisava de saber qual o principal critério de voto: Nivel individual ou colectivo? O problema aqui é que quando Ronaldo está melhor no colectivo parece que o critério que mais importa é o individual. Mas quando é ao contrário e o Ronaldo aparece melhor no indidividual parece que o critério de elição se baseia fortemente no colectivo... Penso que esse é o cervo da questão.

Assim como acho ridiculo, sem triar mérito ao del Bosque, que alguém que faz 7 ou 8 jogos por ano possa ganhar o prémio a Mourinho. E aquele onze do ano foi a junção de Real com Barça mais Falcao não elegendo nenhum jogador dos dois finalistas da Liga dos Campeões. Gostava que um profissional da coisa me explicasses isto mas com pés e cabeça, se alguma vez for possivel.

8 de janeiro de 2013 às 01:03
Anónimo disse...

concordo. marosqueiros que dao demasiado nas vistas

8 de janeiro de 2013 às 02:40
Drama disse...

As questões são facilmente respondidas : em relação aos títulos de melhor jogador e treinador, o critério depende inteiramente de quem vota. Um pode votar seguindo os seus critérios e outro tem critérios diferentes. Provavelmente injusto, mas é a forma da FIFA tentar ser democrática. Depois quanto à questão do 11 do ano, muitos se esquecem que foram os adeptos que votaram ! Aqui a FIFA apenas disponibilizou o site para que se votasse. Portanto aqui a palavra "critérios" de facto não enquadra. Mas só esse tema dava outro artigo destes ...

8 de janeiro de 2013 às 14:29
Drama disse...

É bom saber que alguém está de acordo comigo !
Muito obrigado pelos elogios, já agora. Cumprimentos

8 de janeiro de 2013 às 14:29

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