4-4-2 versus 4-3-3 com clássico à porta
O confronto do próximo domingo na Luz opõe não só os dois clubes que lutam pelo título de campeão português desta época, mas também dois esquemas táticos com desenhos e dinâmicas bem diferentes entre si, que são já imagem de marca dos seus treinadores.Se tudo decorrer como previsto e como demonstra o historial dos dois clubes esta época, Benfica e Porto entrarão em campo com os seus esquemas táticos habituais. Os da casa em 4-4-2 e os forasteiros em 4-4-3.
Jorge jesus, se mantiver o que tem feito até aqui esta época, jogará no seu habitual 4-4-2 já analisado aqui, com dois médios centro capazes de construir além de destruir, dois extremos capazes de dar profundidade às alas e dois avançados centro (um mais fixo e outro que vem buscar jogo atrás, jogando essencialmente entre linhas). Além disto deverá ainda usar dois laterais extremamente ofensivos. A alternativa será usar um dos laterais mais posicional (André Almeida) e um médio ofensivo (Aimar ou Martins) em vez do segundo avançado mais móvel, permitindo isto em teoria aumentar o preenchimento do meio campo para combater o fortissimo meio campo adversário. Nas alas ofensivas reside a duvida se jogará o mais explosivo Ola John ou o mais criativo Nico Gaitan.
Vítor Pereira utiliza habitualmente um 4-3-3 não clássico porque os seus 3 da frente não são um ponta de lança e os tradicionais extremos, mas sim um avançado centro e duas espécies de segundo avançado capazes de jogar nas alas mas sempre com tendência em jogar para dentro e com grande facilidade de surgir na área em posição de marcar. No meio campo apresenta um trio de médios poderoso composto por um trinco de grande capacidade tática e dois médios centro do melhor que existe na europa do futebol. Moutinho capaz de aguentar épocas inteiras com a mesma alta intensidade e Lucho que é fabuloso nas transições ofensivas e tem uma leitura de jogo sem paralelo no futebol português sendo também capaz de surgir na cara do golo diversas vezes por jogo. As laterais defensivas em condições normais são habitualmente ocupadas por Alex Sandro e Danilo, ambos muito rápidos e fortes fisicamente. O problema do treinador do FCP consiste na ausência de James Rodriguez o que leva a que tenha que arranjar um substituto para o lado direito do ataque. Supõe-se que seja Defour o escolhido, mas isso implica a alteração completa da dinâmica de jogo, já que Defour é um médio centro e não um extremo ou um número 10. Se o Belga for o eleito, pode o clube das antas mudar o sistema para um 4-4-2 ou manter Defour como ala, compensando este a menor capacidade ofensiva com o aumento da capacidade defensiva do seu meio campo, já por si muito elevada e onde aparentemente reside a maior vantagem dos portistas perante o seu rival.
Seja qual for a tática e dinâmica usada por qualquer uma das equipas, espera-se um grande jogo, sem casos, futebol bonito e golos muy lindos como diria a maioria dos interpretes a ser utilizados no próximo domingo....


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