Neto : Um caso sério de desaproveitamento de talento português
Nos dias que têm passado temos tido possibilidade de ver várias notícias que ligam Neto, o central português do Siena, a clubes de grande dimensão como a Juventus, a Nápoles ou o Arsenal. Mas afinal quem é este jogador ?
Luís Neto é um jogador nascido na Póvoa de Varzim e formado no clube da cidade. Lá deu os primeiros passos como sénior e foi de lá que saiu na época passada para representar o Nacional da Madeira. No clube do arquipélago deu nas vistas e acabou por ser transferido para os italianos do Siena. Sabe-se que Itália é terra de defesas e que teria uma missão difícil pela frente mas nesta primeira metade da Serie A o atleta português tem dado nas vistas. Os grandes europeus andam de olho nele. Isto deixa-nos com uma dúvida : dado o baixo valor a que o Nacional o vendeu para Itália, porque é que os grandes portugueses não o aproveitaram ?
O Sporting não é rico, mas esta seria uma contratação ao seu alcance. Luís Neto é certamente superior a Xandão e Carriço e apenas Rojo, pelo seu potencial, me parece um central de qualidade no clube leonino. Boula é um central experiente, mas velho. É já lento e apresenta imensas lacunas. Neto encaixaria de forma perfeita no Sporting.
Mesmo no Benfica o jogador português poderia ser útil. Luisão não caminha para novo e Jardel é um central que cumpre mas não é nada de especial. Seria a contratação de um bom jogador, português e a um bom preço.
Só no Porto é que Neto seria uma contratação com menos sentido. Maicon e Otamendi dão garantias, Mangala tem um grande futuro à sua frente assim com Abdoulaye e só com a saída de um dos dois titulares é que esta contratação se justificaria.
No entanto, Neto é mais um exemplo de um jogador português que tem qualidade e capacidade mas que, pura e simplesmente, não tem oportunidades por estar tapado por jogadores estrangeiros muitas vezes de menor qualidade. Esperemos que a sua saída para um grande europeu aconteça mesmo e que possamos ter mais um grande central português a brilhar lá fora, já que cá dentro as oportunidades escasseiam.



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