AC Milan : Uma equipa em busca da reconstrução

A Serie A é uma liga que tem tido menos destaque nos últimos anos. O poderio económico de ingleses e espanhóis em conjunto com um estilo de jogo quiçá mais atractivo fizeram com que a principal prova do futebol italiano perdesse alguma atractividade para as estrelas internacionais. No entanto, em Itália ainda moram muitos colossos, alguns dos tempos antigos, outros de novo na ribalta, mas clubes que nunca deixarão de ser colossos europeus. Entre eles figura um dos dois gigantes da capital da moda, o AC Milan.
O clube milanês atravessa um período difícil. Muitos dos jogadores que já tinham dado muito ao clube estavam com idade avançada e ou se reformaram ou procuraram outras paragens. Por este facto, o clube perdeu nomes como Seedorf, Gattuso ou Nesta. Depois, fruto das dificuldades económicas, o clube viu-se obrigado a vender e falo de grandes vendas com grandes encaixes. As duas estrelas da companhia, Ibrahimovic e Thiago Silva, saíram do clube e rumaram a Paris para representar o PSG. Os milaneses ficaram órfãos de 14 jogadores e as dificuldades não tardaram a sentir-se. A campanha do clube na Serie A está muito aquém (estão já arredados do título) e se não fosse a estrondosa forma de El Shaarawy o clube estaria em lugares perigosos. O que fazer ? Como voltar a meter este colosso europeu de volta à ribalta ?
Para começar, é muito importante aproveitar o facto de o clube estar a disputar a Liga dos Campeões e tentar aproveitar esse factor financeiro. O campeonato está hipotecado e, por isso, o Milan tem a hipótese de se dedicar mais à Liga Milionária para fazer os encaixes que precisa. E já que o problema do clube passa pelas finanças, porque não vender mais ? Jogadores como Alexandre Pato, Luca Antonini, Flamini, Muntari entre outros são valores que pouco ou nada (por motivos diferentes) têm acrescentado ao futebol da equipa e que ainda poderiam não só trazer alguns milhões interessantes como também abrir lugar para outros valores de maior qualidade.
Falta neste plantel um ou dois jogadores capazes de fazer a diferença, faltam jogadores de topo. A outra fase da reconstrução passará pelas contratações. Um guarda-redes, um central, um centro-campista superior a Nocerino (aprecio muito o futebolista italiano mas é um dado adquirido que ele não é um jogador de classe mundial) e um avançado, seja ele um ala ou alguém mais de área. Neste departamento os mercados de países como Holanda e Portugal podem desempenhar um papel interessante. Dando exemplos concretos, o médio que o clube milanês procura pode muito bem ser Kevin Strootman e para o ataque James Rodriguez ou Rodrigo seriam igualmente boas contratações, assim como Rui Patrício para a baliza. O problema do centro da defesa pode e deve ser resolvido internamente. Ogbonna seria uma contratação muito interessante para o clube.
Obviamente que a reconstrução será um processo muito mais complexo do que este aqui explicado, mas todas as revoluções têm que partir de algum lado. Um clube como o Milan merece a ribalta e tenho plena confiança de que, dada a sua dimensão e prestígio, a alta roda do futebol vai poder ter o clube de Milão na sua máxima força dentro de um breve período.
E o leitor ? Acha que a crise milanesa tem revolução ? Que nomes sugeria para saídas e entradas do clube ? Deixe a sua opinião !


1 comentário(s):
O Milan está a ser renovado com jovens da formação, ou jogadores com enorme margem de progressão, bata olhar para alguns exemplos como M’Baye Niang; Mattia De Sciglio e até mesmo Stephan El Shaarawy, estes jogadores farão parte do futuro do AC Milan, o Milan passa pelo envelhecimento da equipa que permitiu termos vencido 4 Champions League, e agora temos de renovar todas as posições, e este ano será para isso, no próximo certamente vamos partir ao ataque com um equipa renovada e um treinador que deverá ser Guardiola.
9 de dezembro de 2012 às 17:01Outra coisa o Milan não está adormecido, ao contrario do que se diz, estamos a passar apenas uma fase de re-construção e apesar disso somos quem lidera em termos de assistência nos estádios italianos, somos demasiados grandes para sermos tratados como temos sido, mas isso vai mudar...
Vamos partir para mais um década de dominação Europeia.
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